SE FILMAR na TRiLHA e SUBIR no PÓDIO pode, ARNALDO?

O atleta Brendon Bressan venceu a prova de trilha do Bota pra Correr da Olympikus em Cumbuco (CE) e fez algo que gerou muita discussão: se filmou durante a prova e subiu no pódio com o celular na mão. O vídeo levantou uma questão importante sobre as regras das corridas de trilha e montanha.

Por que é diferente das corridas de rua?

As provas de trilha têm regras específicas que as diferenciam das corridas de rua. O celular, por exemplo, é item obrigatório de segurança – pode ser usado para contatar a organização em emergências ou rastrear atletas perdidos, algo não raro em trilhas.

Se fosse corrida de rua, não haveria discussão: desclassificação imediata. Mas nas trilhas, a situação é nebulosa. O celular deveria ser usado apenas em emergências? Ou pode ser usado para registros pessoais?

O que dizem especialistas e as autoridades

Conversei com dois amigos que são especialistas no assunto, o Sidney Togumi e o José Virgínio de Moraes e também com o pessoal da Olympikus, que por sua vez, entrou em contato com a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), a Federação Cearense. Até o fechamento desta edição, não havia consenso sobre o que deveria ser feito sobre o caso.

Na minha opinião, se o atleta fizer o uso do celular sem ser em uma emergência deveria ser configurado assistência não permitida e gerar desclassificação, como acontece nas corridas de rua. Mas quem vai decide isso é a CBAt. Este caso pode acabar definindo um precedente importante para o futuro da modalidade.

Maratona Monumental de Brasília: falha grave com a elite

A atleta Raíssa Marcelino, segunda colocada na maratona, expôs uma falha gravíssima da organização: sua hidratação especial não estava disponível nos primeiros postos.

O relato de Raíssa

A atleta só conseguiu sua hidratação especial no km 17,5. Para quem tem histórico de câimbras e precisa de suplementação específica, isso é devastador. “Senti meu rendimento despencar drasticamente”, relatou.

É inadmissível. Uma prova com selo prata da CBAt tem obrigação de entregar hidratação especial conforme acordado no congresso técnico. São detalhes que fazem toda diferença na performance de elite.

Meia-Maratona da Polícia Federal em Teresina: o caos da falta d’água

Se o problema em Brasília foi com a elite, em Teresina (PI) foi generalizado. A Meia-Maratona da Polícia Federal teve falta de água para os atletas que corriam os 21 km.

Relatos revoltantes

  • Atletas comprando água em farmácias durante a prova
  • Pessoas passando mal por desidratação
  • Caixas de água empilhadas e fechadas na chegada (!)

A nota da organização

A X3, empresa organizadora, assumiu o erro em comunicado oficial:

“Nós falhamos com vocês e por isso pedimos desculpas profundas, humanas e verdadeiras. Aceitar essa falha dói porque falhamos com vocês.”

Desculpas são obrigatórias, mas ninguém é obrigado a aceitá-las. Água em prova é como quando você pede pizza para amigos na sua casa: tem que sobrar, nunca faltar.


E por hoje é só, pessoal.

Muito obrigado pela leitura e até amanhã!

Sérgio Rocha


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