RECORDE MUNDIAL e RECORDE BRASILEIRO na Meia de Buenos Aires

RECORDE MUNDIAL e RECORDE BRASILEIRO na Meia de Buenos Aires

Segunda-feira | 24 de agosto de 2026

A história foi escrita na Meia Maratona de Buenos Aires. O etíope Yomif Kejelcha estabeleceu um novo recorde mundial para os 21 km com o tempo insano de 56 minutos e 51 segundos, o que equivale a um ritmo médio de 2:42/km. Ele derrubou a marca de 57:20, que pertencia ao ugandense Jacob Kiplimo e que havia sido estabelecida na Meia de Lisboa neste ano, mas ainda não tinha sido ratificada.

Kejelcha teve um desempenho impressionante, fechando o último quilômetro da prova em apenas 2:32. Além do recorde da meia maratona, ele também estabeleceu o melhor tempo da história para os 15 km durante a prova, com 40:39, superando a marca anterior de 40:42, que também era de Kiplimo. Caso a marca de Kejelcha seja ratificada, ele terá dois recordes em uma só corrida. Esta é a segunda vez que o etíope quebra o recorde mundial da meia e ele também detém o recorde mundial dos 10 km, com 26:31, conquistado no ano passado em Castellón, na Espanha.

Um fato notável é que esta foi a primeira vez na história que um recorde mundial de corrida de rua foi batido na América do Sul. Após a prova, Kejelcha declarou: “Estou nas nuvens, super feliz e, neste momento, não sinto cansaço algum. […] Tinha planejado correr de forma conservadora nas fases iniciais, mas me senti bem e decidi dar tudo de mim. Este tempo é inacreditável, não consigo descrever em palavras”. Como recompensa, ele disse que esperava experimentar a famosa carne argentina e foi convidado para assistir a uma partida de futebol entre River Plate e Vélez.

No feminino, a vitória também foi da Etiópia, com Foten Tesfay, que bateu o recorde do percurso com 1:03:57.

Núbia de Oliveira quebra recorde brasileiro de 35 anos

Ainda na Meia Maratona de Buenos Aires, a brasileira Núbia de Oliveira fez história ao bater o recorde brasileiro da meia maratona. Ela completou a prova em 1:11:13, superando a antiga marca de 1:11:15, que pertencia a Silvana Pereira desde 1991. O recorde durou 35 anos. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Núbia comemorou o feito histórico, agradecendo a Deus e à sua equipe. Ela revelou que a estratégia era correr para um ritmo entre 3:20 e 3:23 por quilômetro e que, apesar de ter corrido boa parte do percurso sozinha, conseguiu alcançar seu objetivo.

Os números de Buenos Aires

A prova argentina se consolidou como a maior da América do Sul, com 28.723 concluintes, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Com isso, ela se isola na liderança, já que a segunda maior, a Meia Maratona do Rio, teve uma diminuição de 5% e contou com 22.585 concluintes este ano. A temperatura na largada, de 6ºC com pouco vento, contribuiu para os excelentes resultados.

O melhor brasileiro no masculino foi Leonardo de Olinda, com o tempo de 1:06:01, seguido por Gustavo Barros (1:06:15) e Igor Castro dos Passos (1:09:42). Entre as mulheres, além do recorde de Núbia de Oliveira, que foi a 8ª colocada geral, a segunda melhor brasileira foi Alice Yuri (1:16:37), e a terceira, Adriane Coelho Soares (1:21:23).

Minha experiência na Meia Maratona de Jundiaí

Enquanto a história acontecia em Buenos Aires, eu optei por correr no meu quintal, na Meia Maratona de Jundiaí. A prova teve uma organização excelente, com um percurso inédito de volta única, diferente da edição anterior que era em duas voltas. A arena no Espaço Expressa, coberta e protegida do clima, foi um grande acerto.

Corremos com uma temperatura de 13ºC na largada, o que ajudou bastante. A hidratação estava bem distribuída a cada 3 km, com postos de isotônico, gel e até Coca-Cola. A segurança no percurso foi garantida com cones e policiamento, mesmo dividindo espaço com o trânsito. O único ponto a ser melhorado foram as placas de quilometragem, que estavam mal posicionadas, mas a distância final foi aferida corretamente. Corri de forma conservadora e fechei com 1:56:38 no meu relógio. Foi uma ótima experiência, e espero que a prova tenha vindo para ficar.

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