Como foi correr a ASICS RUN CHALLENGE BH

Como foi correr a ASICS RUN CHALLENGE BH

Segunda-feira | 15 de junho de 2026

No último domingo, corri a etapa de Belo Horizonte da ASICS Run Challenge. Fiquei hospedado a apenas 2 km da largada e fui trotando para o aquecimento na Lagoa da Pampulha. O dia amanheceu com uma garoa, o que deixou o clima agradável para a prova de 15 km. Corri ao lado do meu amigo Pedro Bianchetti, do “Fortalecimento para Corredores”, e foi ótimo voltar a correr na Pampulha depois de tanto tempo.

A prova teve um percurso plano, o que me permitiu fazer um ritmo totalmente progressivo. Comecei a 6:20/km e terminei o último quilômetro a 5:07/km, fechando o tempo oficial em 1h28min30s. A organização foi muito boa, com postos de hidratação bem distribuídos a cada 2,5 a 3 km, e a prova de 15 km ainda contou com um posto de isotônico. O único ponto a melhorar, na minha opinião, foi o retorno final, que tinha um pouco de trânsito e atrapalhou os corredores mais rápidos. Fora isso, a prova foi excelente.

O circuito ainda tem etapas em Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife (onde estarei presente) e Florianópolis. Se você quiser participar, pode usar o cupom CORRIDANOAR10 para ter 10% de desconto na inscrição.

As medalhas mais bonitas do semestre

O perfil português @vo2maximopt, no Instagram, fez uma seleção das medalhas mais bonitas e originais do primeiro semestre de 2026. Entre as escolhidas, destaque para a da Maratona de Miami, a “maravilhosa” medalha da Maratona de Roma e as peças “sensacionais” das maratonas de Madri e Praga. A da Maratona de Kazan, na Rússia, chamou a atenção por ter uma parte giratória. Já a da Little Rock Marathon, nos EUA, achei um pouco exagerada. A da Maratona de Hamburgo também se destacou, celebrando seus 40 anos com os nomes de todos os vencedores gravados na peça.

Comrades: recordes e uma medalha minúscula

A Comrades Marathon, a “mãe das ultramaratonas”, teve seus recordes quebrados este ano. A prova, que teve um percurso de 85,7 km “para cima” (up run), de Durban a Pietermaritzburg, viu George Kusch vencer no masculino com 5h15min56s, e Gerda Steyn, que já venceu a prova várias vezes e compete nas Olimpíadas pela África do Sul, levar o feminino com 5h44min53s. Apesar do esforço hercúleo, a medalha da Comrades é tradicionalmente minúscula, do tamanho de uma moeda, o que sempre gera comentários.

Completando 85 km pulando corda

E quando achamos que já vimos de tudo, aparece alguém para nos humilhar. Uma corredora, conhecida como “The Rope Runner”, completou os quase 86 km da Comrades Marathon inteiramente pulando corda. Ela terminou a prova em 10h44min, com mais de uma hora de sobra antes do tempo limite de 12 horas. É ou não é para a gente se sentir humilhado?

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