Quinta-feira | 28 de maio de 2026
A Maratona de Porto Alegre, que acontece neste domingo, terá um field de elite de alto nível, com atletas de peso tanto no masculino quanto no feminino. Além da premiação, a prova oferecerá um bônus de R$ 100 mil para os campeões que quebrarem o recorde histórico em solo brasileiro, que atualmente é de 2h11min19s no masculino (Vanderlei Cordeiro de Lima) e 2h29min48s no feminino.
No feminino, o destaque vai para duas atletas com tempos abaixo de 2h25min: a argentina Florencia Borelli, com um recorde pessoal de 2h24min18s, e a queniana Emily Chebet, com 2h24min49s. Borelli, recordista argentina, chega como a mais rápida do field. Outras corredoras na disputa incluem a também argentina Marcela Gómez (2h28min58s), e as brasileiras Valdilene dos Santos Silva (“Ninica”), com 2h32min01s, Jessica Ladeira, que focou toda sua preparação na prova gaúcha, e Vanicleia Moura, que busca um tempo abaixo de 2h40min. A prova também marcará a estreia em maratonas da atleta local Gabriela Bender.
Entre os homens, cinco atletas chegam com tempos abaixo de 2h10min. O brasileiro José Márcio Leão, vencedor da Maratona do Paraná (prova do Circuito Brasil Gigante), tem o melhor tempo, com 2h08min37s. Ele enfrentará a concorrência dos quenianos Eliazer Kibet (2h08min47s), Hillary Biwott (2h09min19s), Daniel Kiprono Sange (2h09min20s) e Paul Kibet (2h09min51s). O brasileiro Ederson Vilela, tricampeão da Maratona de Curitiba e segundo colocado na Maratona do Paraná, também está na briga.
Mundial de Atletismo de 2027: índices de qualificação ficam mais rigorosos
A World Athletics anunciou os novos tempos de qualificação para o Mundial de Atletismo de Pequim, em 2027, e eles estão significativamente mais difíceis. A estratégia da entidade é que cerca de 50% dos atletas se classifiquem pelo índice e a outra metade pelo ranking mundial. Com os novos supertênis, os tempos melhoraram muito, e os índices refletem essa nova realidade.
Para a maratona masculina, o tempo baixou de 2h06min30s para 2h06min00s, uma marca que nenhum brasileiro possui atualmente. Outras provas também tiveram seus índices apertados: os 10.000m masculinos foram de 27min00s para 26min48s, e os 5.000m masculinos de 13min01s para 12min55s. No feminino, o índice da maratona passou de 2h23min30s para 2h23min20s, e nos 5.000m, de 14min50s para 14min36s. Curiosamente, o índice para os 10.000m femininos ficou um pouco mais fácil, passando de 30min20s para 30min40s.
Caruaru limita corridas de rua e treinões a dois eventos por mês
Organizar corridas de rua em Caruaru (PE) ficou mais difícil. A Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) publicou uma nova portaria que impõe critérios mais rígidos para a realização de eventos esportivos na cidade. A principal mudança é a instituição de um “teto mensal”: a partir de agora, o município só concederá autorização para, no máximo, duas corridas de rua por mês.
A medida, segundo a autarquia, visa compatibilizar os eventos com a mobilidade urbana e a segurança viária. Além disso, os organizadores terão que planejar os eventos com muito mais antecedência, protocolando os requerimentos com no mínimo 60 dias de antecedência. A nova regulamentação não se aplica apenas a corridas comerciais; os famosos “treinões” coletivos e simulados feitos por assessorias, que ocupem faixas de rolamento ou alterem a circulação do trânsito, também precisarão de autorização prévia.
João Pessoa agora exige laudo médico para meias e maratonas
No estado da Paraíba, uma nova lei (nº 14.486) sancionada em 25 de maio de 2026 torna obrigatória a apresentação de um laudo médico para participar de corridas de meia maratona e maratona. O documento, que deve declarar que o competidor está apto para a prova, precisa ser apresentado no momento da inscrição e ter sido emitido há no máximo seis meses.
A medida é controversa, pois a exigência de atestados médicos não tem se mostrado eficaz para prevenir mortes súbitas no esporte. O ideal seria a implementação de políticas públicas de saúde que garantissem acesso a exames preventivos, como o eletrocardiograma, para toda a população, e não apenas transferir a responsabilidade para os corredores e organizadores. A preocupação é que a lei crie um mercado paralelo de emissão de laudos sem a devida avaliação médica, como já ocorreu em outras cidades que adotaram medidas semelhantes.
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