TRETA FORTE no Piaui

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A polêmica das Federações no Piauí

Existe uma situação complexa envolvendo a organização do atletismo no estado do Piauí. Para contextualizar: em setembro de 2025, houve um edital para a criação da Federação de Atletismo do Piauí. Após a estruturação, em dezembro, a nova entidade anunciou que passaria a cobrar o permit (uma taxa de autorização) para a realização de provas no estado a partir de janeiro.

Essa cobrança gerou resistência por parte dos organizadores locais, que alegaram que isso encareceria as inscrições e não traria benefícios claros. Houve reuniões, inclusive com a presença do presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), mas o impasse permaneceu.

A reação dos organizadores foi drástica: eles se uniram e criaram uma entidade paralela, a “Federação Piauiense de Corrida de Rua”.

Por que isso é problemático?

Embora a Constituição garanta a liberdade de associação, existe uma estrutura oficial do esporte. A corrida de rua é uma modalidade do atletismo, regida mundialmente pela World Athletics e, no Brasil, pela CBAt e suas federações estaduais filiadas.

A criação dessa federação paralela ignora a Lei Geral do Esporte (Artigo 153), que determina que eventos em vias públicas devem ser supervisionados pela entidade que administra a modalidade.

Além da questão legal, há um problema prático e ético:

  1. Isolamento: Provas sem permit oficial não são válidas para índices ou ranking brasileiro. Atletas de elite do Piauí terão que correr em outros estados para obter marcas oficiais.
  2. Conflito de Interesses: A diretoria dessa nova “federação” é composta pelos próprios organizadores de provas e empresas de cronometragem. Ou seja, os fiscalizados criaram o órgão fiscalizador.

O permit não é apenas uma taxa; é a garantia para o corredor de que o evento segue as normas técnicas e de segurança. Criar uma entidade paralela sem reconhecimento da CBAt não dá legitimidade ao esporte local e isola o Piauí do cenário nacional. O caminho correto para contestar a federação oficial seria através da justiça desportiva, e não criando uma instituição sem validade técnica.


Obrigado pela leitura de sempre e até amanhã!

Sérgio Rocha


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