SÃO SILVESTRE: qual brazuka da elite pode subir no pódio?

Finalmente tivemos acesso à lista — ainda que provisória — dos atletas de elite que estarão na Avenida Paulista prontos para largar no dia 31 de dezembro. Ressalto que, infelizmente, a organização ainda peca no “timing”. Em grandes provas internacionais, essa lista é divulgada com dez dias de antecedência para fomentar o debate e o aquecimento do público. Aqui, muitas vezes esperamos até a retirada do kit.

Apesar disso, com base na lista que recebi, que é ainda provisória, fiz minhas apostas para os brasileiros com maior potencial de pódio:

No Masculino:

  • Johnatas Cruz: Foi o melhor brasileiro no ano passado e segue forte.
  • Wendell Jerônimo e Fabio Jesus: Tiveram anos excelentes e chegam com muita competitividade.
  • Gleison da Silva (o Cebolão): Outro que tem um bom potencial para chegar no pódio.
  • Miguel Hidalgo: A grande surpresa. Nosso representante olímpico no triatlo e vice-campeão mundial da modalidade vai correr. Ele tem um histórico fortíssimo nos 5.000m e pode surpreender muita gente.

No Feminino:

Kleidiane Barbosa: Uma atleta consistente que nunca podemos deixar de considerar.

Núbia Oliveira: Melhor brasileira no ano passado, deve brigar novamente pelas cabeças.

Amanda Aparecida: Tá correndo muito bem nesta temporada.

A Polêmica do Ibirapuera: Urbia x Assessorias

Recentemente, o podcast “A Hora”, do UOL, trouxe à tona a disputa judicial entre a concessionária Urbia e as assessorias esportivas. Embora eu tenha profunda admiração pelos jornalistas envolvidos, a Thais Bilensky e o José Roberto de Toledo, a matéria veiculada pecou na apuração e na atualização dos fatos, soando como um material de “gaveta”.

A discussão central gira em torno da cobrança pelo uso do espaço público para fins profissionais. A tese das assessorias, muitas vezes, apoia-se na lei municipal que garante o uso gratuito de espaços públicos para esporte e lazer. Contudo, é preciso separar o lazer da exploração comercial.

Minha visão sobre o caso: O uso que as assessorias fazem do parque é profissional. Elas ocupam locais específicos, em horários determinados, auferindo lucro. Em qualquer lugar do mundo, essa ocupação comercial de espaço público é passível de cobrança, assim como o vendedor de coco paga seu alvará.

O grande problema não é a cobrança em si — a maioria das assessorias com quem conversei concorda que é justo pagar uma taxa. O problema reside na forma como a Urbia conduziu o processo:

  1. Lançou sua própria assessoria oficial, tornando-se concorrente e reguladora ao mesmo tempo.
  2. Estabeleceu termos de adesão que geraram conflitos jurídicos.

A cronologia apresentada na mídia estava defasada. Tivemos uma liminar em 20 de novembro favorecendo uma assessoria, mas que foi derrubada em 10 de dezembro, dando ganho de causa à Urbia em primeira instância. Atualmente, temos um cenário confuso onde algumas pagam, outras recorrem e a insegurança jurídica permanece.

Faltou ouvir especialistas e os diversos lados dessa história para entregar uma análise completa do cenário atual.

Obrigado pela leitura de sempre e até amanhã!

Sérgio Rocha


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