RECORDES e MAIS RECORDES em Valência

O Circuito Live Run XP 2026 será o maior da história da marca. Serão 80 etapas pelo Brasil, Antes de entrarmos na retrospectiva, um recado importante. Em 2026, o circuito Live Run XP será o maior da história da marca, com 80 etapas pelo Brasil, conectando mais de 280.000 atletas.

A primeira etapa será em São Paulo, com largada no Parque do Povo, e também teremos etapa em Teresina. As distâncias variam de 5 a 30 km, além da corrida kids. Eu vou encarar os 30 km. Para quem quiser participar, a maioria das provas está com lote promocional e nós temos um cupom exclusivo: CORRIDANOAR15, que garante 15% de desconto em qualquer etapa. Conheça o calendário completo do circuito aqui – https://www.liverun.com.br/calendario


Chuva de Recordes nos 10K de Valência

Se havia alguma dúvida de que Valência é o lugar para correr rápido, a edição deste ano dos 10K Valencia Ibercaja tratou de dissipar isso. A prova confirmou sua fama de “fábrica de recordes”, entregando uma performance coletiva absurda, tanto na elite quanto entre os amadores.

Uma Chuva de Recordes Nacionais e Continentais

A prova masculina foi liderada pelo sueco Andreas Almgren, que não apenas venceu a disputa, mas estabeleceu um novo recorde europeu com o tempo de 26:45. O pódio foi completado por atletas da Etiópia e de Gana, com tempos também fortíssimos.

Mas o que chamou a atenção foi a quantidade de recordes nacionais que caíram no mesmo dia. Valência proporcionou as melhores marcas da história para atletas de diversos países:

  • Alemanha: Mohammad Abdilaahi bateu o recorde nacional.
  • Noruega: Magnus Tuv Myhre cravou 27:22.
  • Espanha: Said Mechaal correu para 27:25 (ou 27:27).
  • Outros países: Tivemos ainda quebras de recordes de Portugal (Jose Carlos Pinto com 27:37), Grã-Bretanha (27:38), Irlanda (Efrem Gidey com 27:38) e Islândia (Baldvin Magnusson com 27:40).

No feminino, a vitória ficou com Brenda Jepchirchir (QUE), que registrou 29:25, o quarto melhor tempo da história na distância. O pódio feminino foi completado por atletas da Etiópia e do Quênia, todas correndo abaixo de 30 minutos. Ainda houve espaço para um novo recorde europeu feminino, estabelecido pela escocesa Elish McColgan com a marca de 30:08.

A Profundidade de Campo Impressionante

Para além da elite, os números gerais da prova, divulgados por perfis de estatística como o da Run_ix, mostram um nível técnico raramente visto em outras competições. De um total de 14.126 corredores, a densidade de tempos rápidos foi assustadora:

  • 35 corredores terminaram abaixo de 28 minutos.
  • 97 corredores fecharam abaixo de 29 minutos.
  • 219 atletas completaram a prova abaixo de 30 minutos (sendo 4 mulheres).
  • 379 correram abaixo de 31 minutos (sendo 12 mulheres).

Se ampliarmos um pouco mais a faixa de tempo, os números continuam impressionando: foram 770 corredores abaixo de 33 minutos. E para quem busca a barreira dos 40 minutos nos 10 km, Valência provou ser o cenário ideal: 2.513 pessoas cruzaram a linha de chegada sub-40.

Como sempre digo: se você quer fazer tempo, tem que correr em Valência. A cidade e a organização respiram performance.

Corrida de Reis: Fim do Tabu e Problemas de Organização

No Brasil, o destaque foi a tradicional Corrida de Reis em Cuiabá. Fábio Jesus começou o ano muito bem e quebrou um tabu de nove anos, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer a prova desde 2017. Ele fechou com 29:32. No feminino, a vitória ficou com a queniana Viola Jelagat com 36:08.

Infelizmente, a organização deixou a desejar. Na chegada, Fábio ficou sem faixa de campeão, pois não havia ninguém da organização para impedir que um amador cruzasse a chegada rompendo a faixa na frente dele.

Relatos de corredores e influenciadores locais apontaram problemas graves: trânsito caótico com até 1h30 de congestionamento, atraso na largada sob sol forte, falta de banheiros químicos (obrigando pessoas a usarem o mato) e água quente nos pontos de hidratação. Além disso, houve críticas sobre a falta de sinalização no estacionamento e a ausência do tradicional incentivo do público cuiabano ao longo do percurso.

Maratona da Disney e Estatísticas

Pela primeira vez em muitos anos, a Maratona da Disney não teve brasileiros no pódio geral da maratona ou da meia maratona. Os destaques nacionais ficaram para os 10 km, com Eduardo Henrique Ferreira e Anastácia Rocha Pereira conquistando segundos lugares na prova

Um dado interessante sobre a prova: na maratona, o número de mulheres concluintes (8.020) foi muito superior ao de homens (5.281).


Obrigado pela leitura de sempre e até amanhã!

Sérgio Rocha


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