O que foi que a Mizuno APRONTOU?

A Mizuno ampliou a linha Neo e apresentou os novos tênis num evento em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Foi bem legal!

O evento teve ativações, os tênis desmontados para explicar como funciona, influenciadores que vocês conhecem estavam por lá, e até customização com pessoal “pixando” os tênis da galera.

Os quatro novos integrantes da linha Neo:

1. Neo Aura (R$ 799)

  • Peso: 260 gramas (tamanho 40) / 267 gramas (tamanho 42)
  • Foco: Amortecimento e propulsão
  • Drop: 9mm
  • Cabedal: Monofilamento
  • Destaque: Tem a espuma super crítica Mizuno Enerzy Nxt (aquela que se expande com nitrogênio). Essa espuma vem de fora, mas o resto é montado tudo aqui no Brasil – cabedal, solado, tudo produzido no Brasil
  • Tem versão Knit também (R$ 799) que pesa 265 gramas (tamanho 40)

2. Neo Vortex (R$ 699)

  • Peso: 240 gramas (tamanho 40)
  • Foco: Propulsão
  • Drop: 9mm
  • Cabedal: Monofilamento
  • Entressola: Mizuno Enerzy EVA (feito aqui no Brasil)
  • Todo feito no Brasil

3. Prisma (R$ 599)

  • Peso: 248 gramas (tamanho 40)
  • Foco: Amortecimento e conforto
  • Drop: 9mm
  • Cabedal: Duplo Jacquard
  • É tipo um tênis para concorrer com os de treino diário, naquela pegada

Informação importante: Não é a primeira vez que a Vulcabrás desenvolve tênis com a Mizuno sob supervisão dos japoneses. O Brasil é o único lugar fora da Ásia que produz tênis da Mizuno. Os caras são muito rigorosos e já fizeram isso antes, então é animal essa evolução da Vulcabrás (que faz os Olympikus e Under Armour também).

Tinha até uma pista montada no evento para o pessoal testar os tênis. Gostei bastante!

Eu vou correr com o Neo Aura que me deram e depois falo o que eu achei para vocês.


Pista do Pacaembu fechada há duas semanas

A Renata Falzoni, vereadora de São Paulo (quem é de São Paulo conhece bastante a Renata, que fala sempre de bike e esporte), lançou um vídeo muito importante que eu gostaria de repercutir aqui com vocês.

O problema: A pista de atletismo do Pacaembu, que é pública, está fechada há duas semanas. Um equipamento esportivo que deveria, por contrato, estar disponível à população paulistana gratuitamente.

A alegação da Allegra (empresa que administra o Pacaembu) é a montagem do concerto do Andrea Bocelli. Mas vamos lá: jogos, concertos e eventos estão sim previstos no contrato de concessão. A concessionária pode sim alugar o Pacaembu para esse tipo de evento. Só que não é desse jeito.

O que diz o contrato:

  • Uma das cláusulas diz que os equipamentos esportivos só podem ficar fechados 3 horas antes do evento
  • O horário oficial de uso da pista é de 6h às 22h, todos os dias
  • Restrições precisam ser pontuais e devidamente justificadas

Fechando por semanas para montagem do show, os efeitos devem afetar a pista pelo mínimo tempo possível. O contrato precisa ser cumprido!

A ação da vereadora: O mandato da Renata está do lado das corredoras e corredores. Ela já enviou ofício para a Secretaria de Esportes e Lazer cobrando da prefeitura, solicitando também o plano de gestão do uso do Pacaembu, que é uma obrigação prevista na concessão.

Como ela mesma disse: “Daqui a pouco aparece um negócio lucrativo e a concessionária pode fechar por meses o ano? Não me parece que é o que o contrato permite.”

Valeu, Renata! Obrigado mesmo pela sua voz. Estamos ajudando aqui a repercutir isso para chegar nas pessoas responsáveis.

Não existe coisa mais frustrante do que você estar preparado para fazer um treino de pista e chegar lá e estar fechado. O Pacaembu é meu, é seu, é nosso!


Mais sobre crianças em provas adultas

Recebi muitos comentários sobre o vídeo de ontem. Achei estranhíssimo ver profissionais de saúde defendendo isso e outras pessoas que não entenderam o vídeo.

Deixa eu deixar claro: Ninguém está impedindo que as crianças possam correr com os pais. O que não é permitido é participar de provas fora da idade permitida.

A regra é essa. Você é contra? Vamos discutir e vamos mudar. Você tem que falar com a Federação Paulista para ela poder reivindicar junto à CBAt, que tem um congresso agora no final do ano, em dezembro, para definir e mexer nas normas. A hora é agora, se vocês querem que mude.

Eu sou a favor que continue do jeito que está. Eu até diria que diminuiria a idade mínima para correr meia maratona para 16 anos e 18 anos para maratona. Até mexeria nisso. Agora 6 e 8 anos correr 5km? Sou totalmente contra. Totalmente.

Destaques dos comentários:

Sônia Rolim: “É a vida dos pais que acham que exposição de criança pra ganhar like é ok.”

Jackeline Weber (atleta de ponta): “Existe uma grande diferença entre idade de iniciação e idade de especialização no atletismo. O atletismo precisa ser trabalhado de forma multilateral e lúdica, com foco na coordenação até pelo menos os 14 anos. Correr longas distâncias até essa idade não é recomendado pela própria World Athletics.”

Ricardo: “Sabe quando esses pais vão aprender? Quando banirem o CPF da prova por um ano. Se acontecer de novo, dois anos. Isso está prejudicando as empresas que fazem as corridas.”

Carmem Lima Borges: “Eu levo meu filho de 3 anos quando posso. Inscrevi ele no de 11 anos e ainda não deixo ir. Acho super importante incentivar, mas também acho que tem idade pra fazer. Não atropelar evoluções física, fisiológica e emocional das crianças.”

Vivi: “Acredito que a participação dessas crianças em longa distância deve estar mais ligada à expectativa dos pais do que ao desejo genuíno da criança. A prática esportiva da criança deve ter como prioridade o desenvolvimento psicomotor. Tem que ser lúdica, saudável e respeitar limites.”

É isso mesmo, pessoal. Não é somente uma questão do nosso esporte ter regras – é uma questão de saúde para a criança. Não faz sentido submeter crianças a esforços que podem fazer mal ao corpo delas.


E por hoje é só, pessoal.

Muito obrigado pela leitura e até amanhã!

Sérgio Rocha


Asssista o episódio de hoje do Corrida no Ar News em nossas plataformas.

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