Quinta-feira | 29 de outubro de 2026
Após o recorde mundial masculino ter sido quebrado em sua última edição, com dois atletas correndo abaixo de 2 horas, a Maratona de Londres está considerando seriamente alterar o formato de sua prova de elite feminina. Atualmente, a corrida é “women-only”, com as mulheres largando cerca de 30 minutos antes dos homens, o que valida recordes mundiais exclusivos para essa categoria. A organização agora estuda a possibilidade de transformar a prova em mista, permitindo o uso de pacers (marcadores de ritmo) masculinos para as mulheres, algo que já acontece em maratonas como a de Berlim e Chicago.
O objetivo é claro: criar as condições ideais para quebrar o recorde mundial feminino, atualmente de 2:09:56, estabelecido por Ruth Chepngetich. A própria Paula Radcliffe, que marcou 2:15:25 em Londres, fez seu tempo em uma prova mista. A mudança pode entrar em vigor já em 2027, um ano após a prova ser dividida em dois dias, com a elite masculina no sábado e a feminina no domingo.
World Athletics cria departamento focado em corridas de rua
O crescimento exponencial da corrida de rua, que hoje conta com cerca de 1 bilhão de praticantes em todo o mundo, levou a World Athletics a criar um novo departamento independente, focado exclusivamente em “Corridas e Participação em Massa”. O objetivo é centralizar a gestão e ampliar a atuação da entidade nesse setor, que vai além da elite.
Liderado por Jakob Larsen, executivo com 25 anos de experiência no esporte, em parceria com Alessio Punzi, o novo departamento cuidará de todo o portfólio de corridas de rua, maratonas, cross country, corrida de montanha, trail e até do Campeonato Mundial de Esteiras. A atuação será dividida em três frentes: regulação e integridade (incluindo o controle de tecnologia de calçados e testes antidoping), expansão de eventos globais e saúde e segurança, com foco em pesquisa sobre termorregulação para orientar organizadores sobre o impacto das mudanças climáticas.
Adidas confirma mudanças no Adios Pro 5
A Adidas confirmou que realizou alterações no Adizero Adios Pro 5 para corrigir problemas de desgaste que foram relatados por alguns usuários. Em resposta a um jornalista da revista Men’s Health, a marca admitiu que fez “pequenas alterações” no modelo mais recente do tênis para resolver um “problema de desgaste estético na cor”.
Usuários haviam notado que a espuma da entressola estava descascando ou se desfazendo em uma área onde não havia cobertura de borracha. A Adidas informou que as modificações foram feitas no solado Lighttraction para “oferecer mais cobertura e, assim, reduzir qualquer risco de abrasão estética”. A empresa garante que o alto desempenho do calçado permanece o mesmo, mas agora com maior durabilidade e melhor aparência ao longo do uso.
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