ISSO AÍ VAI DAR CONFUSÃO

O Circuito Live Run XP 2026 será o maior da história da marca. Serão 80 etapas pelo Brasil, Antes de entrarmos na retrospectiva, um recado importante. Em 2026, o circuito Live Run XP será o maior da história da marca, com 80 etapas pelo Brasil, conectando mais de 280.000 atletas.

A primeira etapa será em São Paulo, com largada no Parque do Povo, e também teremos etapa em Teresina. As distâncias variam de 5 a 30 km, além da corrida kids. Eu vou encarar os 30 km. Para quem quiser participar, a maioria das provas está com lote promocional e nós temos um cupom exclusivo: CORRIDANOAR15, que garante 15% de desconto em qualquer etapa. Conheça o calendário completo do circuito aqui – https://www.liverun.com.br/calendario


O polêmico novo regulamento da Federação Paulista de Atletismo

A Federação Paulista de Atletismo (FPA) publicou uma nota oficial, a Resolução da Presidência 01/2026, que promete causar muita confusão no universo das corridas de rua. O documento dispõe sobre a homologação de provas de nível estadual e emissão de “Permit Bronze”, mas o problema central é que a FPA está determinando normas que, por hierarquia, deveriam ser de competência da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

O ponto mais crítico e confuso dessa nova norma estabelece que os organizadores de eventos devem, obrigatoriamente, fazer com que o corredor escolha entre duas categorias no ato da inscrição:

  • Categoria Competitiva: Destinada a quem busca classificação, resultados e premiação, sujeita à aplicação integral das regras da CBAt e da FPA.
  • Categoria Participativa: Focada estritamente em saúde e lazer, sem efeitos competitivos ou penalidades por condutas recreativas.

A norma vai além e exige que o número de peito e o chip sejam distintos para cada categoria, e que essa escolha seja irrevogável após a emissão do kit. Na prática, isso não existe em lugar nenhum do mundo. As regras internacionais de atletismo já preveem que as normas competitivas se aplicam à elite ou aos grupos que disputam prêmios em dinheiro e pódio; o restante dos corredores faz parte da “participação em massa”. Criar essa divisão burocrática parece ser uma “interpretação freestyle” das regras vigentes.

Além disso, a FPA passou a exigir que os organizadores entreguem relatórios estatísticos detalhados após as provas e determinou valores para aferição de percursos, o que também foge da sua alçada direta. Outro ponto de atrito é a criação de uma norma para áreas médicas. Embora a intenção de aumentar a segurança seja correta, a CBAt já está discutindo uma normativa nacional sobre o tema para ser anexada à Norma 07.

Ao lançar essas regras sem a anuência da Confederação Brasileira, a Federação Paulista abre brecha para uma enorme confusão jurídica. Não faz sentido um órgão estadual atropelar as diretrizes nacionais da entidade a qual deve responder.


Obrigado pela leitura de sempre e até amanhã!

Sérgio Rocha


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