Os dados SURPREENDENTES da MARATONA de CHICAGO 2026

Os dados SURPREENDENTES da MARATONA de CHICAGO 2026

Terça-feira | 13 de outubro de 2026

A Maratona de Chicago de 2026 trouxe alguns números impressionantes. O mais surpreendente foi a participação feminina: 45,8% dos concluintes foram mulheres, contra 53.8% de homens. Esse é um dado que mostra uma aproximação cada vez maior das mulheres na distância da maratona, que historicamente tinha uma participação masculina muito maior, ao contrário das meias maratonas. A faixa etária com mais mulheres na prova foi a de 25 a 29 anos, com 5.608 concluintes, indicando que a Geração Z está chegando com força total às maratonas e começando mais cedo na distância. Entre os homens, a faixa mais representativa foi a de 30 a 34 anos.

Outro dado interessante é a presença internacional. O Brasil se consolidou como o quarto país com mais corredores na prova, somando 1.491 concluintes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, México, Grã-Bretanha e Canadá.

Polêmica do Strava: parem de postar tempo errado!

É preciso falar sobre uma prática que precisa acabar: postar nas redes sociais o tempo que o Strava marca para os 42,195 km em vez do tempo oficial da prova. A Maratona de Chicago é um exemplo clássico disso, pois é famosa por ter um sinal de GPS muito instável nos primeiros 8 km devido aos prédios altos, o que faz com que o relógio marque uma distância maior que a real.

O tempo que vale é o oficial, aquele cronometrado do pórtico de largada ao de chegada. É assim para a elite e é assim para todos. Divulgar o tempo do Strava, que quase sempre é menor por causa da marcação de distância imprecisa, acaba gerando desinformação. Em um exemplo recente, uma corredora postou o tempo de 3:08:55, mas seu tempo oficial foi de 3:11:05 — um tempo excelente, por sinal. O próprio Strava, no campo “tempo decorrido”, registrou 3:11:08, confirmando o resultado oficial. O tempo oficial é o que conta e é o que deve ser celebrado.

Revolta na Maratona de Melbourne

A Maratona de Melbourne, que teve a presença ilustre e a vitória de Eliud Kipchoge, foi alvo de duras críticas dos “Melbournenses”. A organização deixou muito a desejar em pontos básicos. Corredores relataram falta de água tanto nos postos de hidratação ao longo do percurso quanto na dispersão, após a linha de chegada. Além disso, houve queixas sobre a pouca quantidade de banheiros químicos, espaçamento inadequado dos postos de hidratação (que não estavam a cada 2,5 km como prometido) e ausência de placas de sinalização de quilometragem nos últimos 10 km. Para completar, formou-se um grande gargalo na chegada, com atletas esperando até 10 minutos para sair da área de dispersão.

Faltou água também em Guarulhos

O mesmo problema de falta d’água visto em Melbourne se repetiu na Meia Maratona Lopes Guarulhos. Corredores que participaram da prova de 21 km relataram que, a partir do km 14, já não havia mais água, obrigando-os a correr os quilômetros finais sem hidratação. Alguns chegaram a correr mais de 6 km sem água, e houve relatos até de quem desistiu da prova por conta disso. Em um vídeo, o organizador da prova afirmava que a estrutura só seria desmontada após a chegada do último corredor, mas os participantes criticaram duramente a falha na hidratação, que é um item essencial, especialmente em provas longas e com o calor que tem feito.

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