As AGêNCIAS de TURISMO ESPORTIVO são uma MÁFIA?


Agências de Turismo: Máfia ou Conveniência?

Recentemente, o influenciador Firmino Cortada desabafou nas redes sociais chamando as agências de turismo esportivo de máfia após problemas para tentar correr a Maratona de Londres. Ele alegou que as agências praticam venda casada e inventam regras sobre a hospedagem.

É importante esclarecer como esse mercado funciona:

  • Inscrição Garantida: As agências não vendem apenas o ticket, mas sim pacotes de viagem com inscrição incluída. Isso ocorre porque os organizadores de grandes provas destinam cotas específicas para agências estrangeiras para garantir a participação de turistas internacionais e evitar mercados paralelos de revenda.
  • Regras de Hospedagem: Muitas vezes, a obrigatoriedade de um número mínimo de noites (geralmente três) é uma exigência da própria prova para garantir impacto econômico na cidade.
  • Gestão de Vagas: No caso de Londres, que é uma das provas mais disputadas, as agências precisam gerenciar blocos de quartos e inscrições que foram pagos com antecedência. Se uma agência limita o número de maratonistas por quarto, geralmente é para equilibrar a quantidade de inscrições disponíveis com a reserva hoteleira que ela precisa honrar.

Viajar com agência é, sim, mais caro, mas você paga pela conveniência: traslados, guias que falam português, suporte logístico e a facilidade de parcelamento em reais. Chamar o modelo de máfia é um termo forte que pode gerar problemas jurídicos, já que essas empresas seguem contratos rígidos com as operadoras e organizadores.

Obrigado pela leitura e até amanhã!

Sérgio Rocha


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