Corrida no Ar News | Quinta-feira | 1 de janeiro de 2026
Hoje é quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, ontem eu participei da centésima edição da São Silvestre, a maior prova de distância única da história do Brasil, com mais de 52 mil concluintes. Como faço todo ano, fui correr para me divertir com os amigos, mas precisamos conversar sério sobre o que funcionou e, principalmente, sobre o que deu errado nessa edição histórica.
O que funcionou: A Largada
Vou começar pelo ponto alto. O sistema de largada em ondas funcionou perfeitamente. Nunca foi tão fácil correr a São Silvestre. As ondas estavam bem separadas, fluindo bem, e quem corre há anos sabe como isso é raro. Foi, sem dúvida, o maior acerto da organização.
O que não foi bom: O Calor e a Hidratação
Infelizmente, com o clima atual, não dá mais para ter uma prova de 15km começando às 8h da manhã. Com o sistema de ondas, eu e minha turma só passamos pelo pórtico às 9h. Foi a São Silvestre mais dura que já fiz por conta do calor insano. Para o ano que vem, a largada precisa ser antecipada em pelo menos uma hora.
Para piorar, a hidratação deixou a desejar. Não faltou água (ao menos para mim), mas na grande maioria dos postos, a água estava quente. Calor infernal com água quente é impossível.
O Problema Grave: Onde estão as medalhas?
Agora vamos falar do problema mais sério. A dispersão teve seus tumultos, mas o inaceitável foi a falta de medalhas para a grande maioria do Pelotão Vermelho.
Sim, circularam vídeos de staffs vendendo sacolas de medalhas no metrô. Isso é crime, é roubo, e não tem discussão. Além disso, tivemos o problema dos “pipocas” com números de peito xerocados. Sabíamos que isso aconteceria, inclusive como forma de protesto, mas a organização falhou em coibir.
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Fica aqui minha sugestão: precisamos de mecanismos de segurança melhores. Na Maratona de Berlim, por exemplo, você recebe uma pulseira inviolável na entrega do kit e só acessa a largada e retira a medalha se estiver com ela. Só conferir o número de peito visualmente já provou que não funciona.
O Veredito
Somando isso aos problemas da Expo — filas gigantes, calor excessivo, falta de camisetas — o saldo final é complicado. Os problemas logísticos e a falta de respeito com o corredor (seja pela falta da camiseta ou da medalha) acabaram apagando os poucos aspectos positivos da prova.
Uma prova histórica merecia um desfecho melhor para todos.
Feliz 2026!
Sérgio Rocha
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