O EVO SL NÃO DEU CERTO PRA MIM!

Precisamos falar sobre uma das maiores verdade no mundo da corrida: nem sempre o tênis perfeito para todos será perfeito para você.

O Adidas Evo SL é praticamente unanimidade entre corredores. É essencialmente um Adios Pro 3 sem os Energy Rods (aquela estilo de placa de carbono que segue os metatarsos). Todo mundo ama. Todo mundo elogia. Todo mundo recomenda.

Eu comprei um. Numeração correta, cor linda (um verde-azul limão que adorei), tudo certinho. E não deu certo.

O meu problema com ele

O tênis machuca meu pé. Especificamente na região lateral, ele literalmente tira a pele. Tentei de tudo: curativo, band-aid, insistência. Nada funcionou. É extremamente frustrante porque correr com ele é uma delícia – a sensação é ótima, o retorno de energia é excelente. Mas não adianta ter o melhor tênis se você não consegue usá-lo sem se machucar.

Como dizia minha mãe: “Todo mundo está fazendo isso? Você não é todo mundo!”

Não conheço outra pessoa que tenha tido esse problema com o Evo SL. Se você teve, me avise – preciso saber que não sou o único. Mas a lição fica: teste sempre antes de comprar, e aceite que às vezes o problema não é o tênis, é a combinação tênis-pé.

Maratona de Porto Alegre: evolução completa

A prova gaúcha está passando por uma transformação animal para 2025:

Nova identidade

A Olympikus agora tem o naming rights da prova, que passa a se chamar Maratona Internacional de Porto Alegre Olympikus. Uma parceria que faz sentido – a marca tem crescido muito nos pés dos atletas brasileiros.

Percurso dos sonhos

  • Apenas 14 metros de ganho de altimetria (plano como panqueca!)
  • Retirada da zona sul do percurso
  • Eliminação dos viadutos
  • Um dos percursos mais rápidos do Brasil

Mudanças importantes

  • Largada às 6h (uma hora mais cedo que antes)
  • Tênis oficial muda do Corre 4 para o Turbo (mais voltado para performance)

Premiação histórica

Se você vencer a prova, bater o recorde brasileiro em solo nacional E estiver usando Olympikus, pode levar até R$ 240 mil. É dinheiro que não acaba mais.

Caso Raísa Marcelino: o mal-entendido

Depois de investigar mais a fundo, descobri o que realmente aconteceu em Brasília:

A versão da Raíssa

  • Horário original de entrega da hidratação especial: 3h50
  • No congresso técnico, mudança para 4h30 (pedido dos atletas da meia maratona)
  • Atletas entenderam que a mudança valia para todos
  • Chegaram às 4h30 e foram informados que o responsável pela maratona já tinha ido embora
  • Hidratação só estava disponível para ela a partir do km 17,5

A versão oficial da Federação

Segundo Marcelo Silva, presidente da Federação Brasiliense de Atletismo:

  • A mudança de horário foi discutida no congresso técnico
  • Mas era apenas para os 21km
  • Os 42km permaneceriam com entrega às 3h50
  • Isso não foi claramente comunicado

O veredito

Foi um mal-entendido causado por falha de comunicação. A organização deveria ter sido cristalina sobre a diferença de horários. Os atletas não deveriam ter assumido que a mudança valia para todos. No final, quem pagou o preço foi a atleta que treinou meses para aquele momento.

Outros atletas confirmaram que mesmo quem entregou no horário correto só encontrou hidratação a partir do km 17,5. Ou seja, pode ter havido falha generalizada na logística.


E por hoje é só, pessoal.

Muito obrigado pela leitura e até amanhã!

Sérgio Rocha


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